A Revisão Tarifária Periódica da Equatorial Pará, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL no dia 15 de agosto, concedeu um forte reajuste tarifário de 15,79% na conta de energia de todos os usuários atendidos em alta tensão, deixando novamente o Estado do Pará como o que possui a maior tarifa de energia do Brasil.

É importante lembrar que as distribuidoras de energia têm o direito de solicitar a elevação tarifária por diversos motivos, todos eles relacionados à necessidade de garantir a prestação de um serviço de qualidade e a sustentabilidade do setor elétrico. Primeiramente, a variação dos custos operacionais é um fator significativo, pois a manutenção, expansão e modernização das redes elétricas demandam investimentos constantes, incluindo equipamentos, materiais e mão de obra especializada.

A inflação, outro fator determinante, afeta os custos operacionais e de manutenção das distribuidoras, que necessitam repassar esses aumentos para manter sua viabilidade econômico-financeira. Além disso, eventos imprevisíveis, como catástrofes climáticas ou sanitárias, podem também impactar as finanças das distribuidoras, justificando uma elevação tarifária para assegurar a continuidade dos serviços.

A Revisão Tarifária Periódica da Equatorial Pará em 2023 foi de 15,79% para clientes de Alta Tensão, classificados como Grupo A e de 9,89% para os clientes atendidos em baixa tensão, classificados como Grupo B.

As revisões tarifárias são um processo complexo que envolve análises técnicas e econômicas para equilibrar os interesses das distribuidoras, dos consumidores e do setor como um todo, visando à manutenção de um fornecimento estável e seguro de energia elétrica, mas o fato é que não é de hoje que a energia no Pará está sempre posicionada entre as mais caras de todo o país, deixando uma série de dúvidas sempre que uma nova atualização tarifária é realizada. É recorrente, para pessoas não muito familiarizadas ao setor, lembrar que o Pará possui grandes hidrelétricas, como a UHE Tucuruí e UHE Belo Monte, que em teoria deveriam auxiliar nem que fosse na redução perdas de transmissão, impactando positivamente no regime tarifário do Estado, mas infelizmente não é assim que as coisas funcionam na prática.

Resta ao consumidor paraense algumas poucas alternativas para escapar desse tipo de reajuste, como gerar a própria energia ou migrar para o mercado livre de energia, que é menos impactado pelos reajustes tarifários.

A verdade é que no ponto de vista do consumidor, o cenário tarifário no Pará, definitivamente, realmente não é dos melhores e não tem sinais de mudança no curto prazo.

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